"Eu só te sigo se tu me seguires""Ele te segue?""Tava em primeiro nos trending topics". Atire a primeira pedra - ou dê um unfollow - quem nunca ouviu uma dessas frases antes. O twitter, que há menos de cinco anos era apenas uma ideia do empresário Jack Dorsey, é atualmente uma das redes sociais que mais cresce na web.

O número de jornais, revistas e jornalistas que possuem contas no twitter é bastante expressivo. BBC, CNN, Globo, Record, praticamente todos os grandes veículos de comunicação tem twitter e divulgam todas as suas notícias pela ferramenta. Como o máximo permitido, são 140 caracteres, as notícias vêm sempre acompanhadas de links para os sites, o que facilita a seleção do leitor.
Essa é uma das melhores vantagens do microblog: informar em poucas linhas. O leitor não quer perder tempo. Se o assunto for interessante, ele clica no link e informa-se melhor sobre o assunto, caso contrário, ele sequer lê a notícia. Essa escolha do leitor é importante em tempos de "overdose" de informação. Por todos os lados, portais e blogs. Informações repetidas, copiadas, parecidas. O jornalismo online invade o computador das pessoas, cabe ao internauta escolher o que realmente lhe interessa.
Apesar das informações curtas serem atrativas, é a interação em tempo real entre os usuários da rede, que mais agregam valor ao jornalismo. Jornalistas lançam um assunto, fazem enquetes, perguntas, pedem auxílo, e são respondidos na mesma hora. Assim, é possível ver os temas que mais vão interessar a população, e as matérias podem ser focadas em assuntos mais valorizados pelos cidadãos.
É através do Twitter Search, mecanismo de busca do microblog, e dos Trending topics (assuntos mais falados do momento), que podemos ter acesso ao que está acontecendo em tempo real, de forma fácil e até mesmo mais eficiente do que em buscadores já famosos, como o google.
O microblog também pode servir como medidor de popularidade. Além do número de seguidores, os jornais e revistas podem ver quantas vezes suas mensagens foram repassadas, ou melhor, retwittadas na web. Quanto maior o número de visualizações, maior o êxito.
Além de ajudar no trabalho do jornalista, as pessoas se sentem mais úteis por contribuirem em assuntos que servirão de pauta para os jornais e sites. No twitter ainda é possível a postagem de fotos, agregando valor as informações dadas e twitcam, um fenômeno recente no país, possibilitando o compartilhamento de vídeos em tempo real.
Se usado de forma positiva, é uma ferramenta importantíssima, como vimos no último debate a presidência da república, quando Plinio de Arruda, comentou via twitcam o debate entre Dilma Roussef, Serra e Marina Silva.
Entretanto nem sempre a ferramenta é usada da melhor forma. A constante disseminação de notícias e criação de perfis fakes ameaça a credibilidade do microblog. A dúvida se os jornalistas mesmo estão escrevendo, se os assessores substituem os políticos, se as noticias são ou não verdadeiras irão sempre ocorrer.
Em meio há tantas notícias, jornalistas e revistas, quem deve se educar ao informar-se/dar informação na rede são os internautas. Ver se jornalistas e conglomerados midiáticos que seguimos possuem contas verificadas, já é um bom começo. Uma vez educados e cientes dos prós e contras da ferramenta, o twitter é um grande amigo do jornalismo, valiosa fonte de informações em tempo real.
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